Carpe Diem: expressão romana, criada por Horácio, inúmeras vezes envolvida na arte, idealizada no cinema por A Sociedade dos Poetas Mortos (1996), na literatura por toda a extensão do arcadismo e nas letras de inúmeras composições musicais. O tempo flui constantemente e não há alternativas senão aproveitá-lo no momento em questão. A conseqüência de não aproveitá-lo chama-se arrependimento. E antes arrependa-se do que foi feito, mas não do que deixou de ser, segundo um antigo dito.
A questão presente é o que significa aproveitar o momento. Seria, simplesmente, exercer alguma atividade que o deixe feliz, tal como um hobby? É algum ato que seja lembrado com carinho e nostalgia no futuro? A inocência de uma risada sincera? Devo deixar de estudar e ir jogar futebol com meus amigos se busco a felicidade? Avaliando desse modo, torna-se claro que a idéia de seguir a expressão literalmente faria de qualquer pessoa um inconseqüente.
Filósofos dizem que a qualidade do seu dia é resultante em 20% dos fatos ocorridos e em 80% da reação tida a esses fatos. Talvez seja essa a correta receita do aproveitamento: não deixar de fazer o que deve ser feito, não fugir das obrigações e responsabilidades, mas enfrentá-las com o bom humor necessário para torná-las agradáveis e aproveitáveis. Ou então, não há correta perscrição. Se o ser humano, tal como tudo no mundo, é uma constante mutação, cada um que busque o próprio caminho para a felicidade constantemente e é certo que não haverá arrependimento…
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